Guias · Países Baixos
Países Baixos além de Amsterdam: Zaanse Schans, Giethoorn e Kinderdijk
Moinhos, casas de madeira e uma vila sem carros: como chegar, quanto custa e onde dormir.

Depois de três noites em Amsterdam, alugamos um carro (pelo app da Latam, para pontuar milhas) e descemos o país de norte a sul. Estes três lugares valem a viagem.
Zaanse Schans
Uma vila-museu a céu aberto a 22 km de Amsterdam, em Zaandam, à beira do rio Zaan: moinhos dos séculos XVII e XVIII funcionando, casas de madeira, lojas de queijo, oficinas de tamanco e um museu. A região do Zaan foi a primeira zona industrial do mundo, com mais de 600 moinhos no século XIX. A partir de 1961, casas e moinhos foram trazidos para cá, por terra e por água, para salvar essa arquitetura da modernização do pós-guerra.
- De trem: da Estação Central de Amsterdam até Zaandijk Zaanse Schans, uns 17 minutos, e mais 10 a 15 minutos a pé
- Outras opções: ônibus direto da Estação Central ou passeios guiados com transporte
- Entrada: a vila é grátis e fica aberta 24 horas
- Lojas e moinhos: das 9h às 17h, todos os dias. Entrar nos moinhos é pago; fomos em dois.
- Onde ficamos: Best Western Zaan Inn, em Zaandam. Dormir lá valeu: fomos duas vezes à vila, porque na primeira, para pegar céu azul, chegamos perto do fechamento dos moinhos.
Giethoorn

Uma vila de conto de fadas a 120 km de Amsterdam, na província de Overijssel. No centro histórico não entram carros nem motos: só barco, bicicleta e caminhada.
- Quando ir: cedo ou no fim da tarde, para fugir da multidão. A melhor época é a primavera; o verão é a estação mais chuvosa, e no inverno pode nevar e o dia é curto.
- Passeio de barco: "Giethoorn Canal Tour 1 Hour Through the City Center", reservado antes pela Viator, por R$ 112 o casal
- Bicicleta: alugada no próprio B&B, por 12 euros o casal por dia (uns R$ 72)
- Onde dormimos: um B&B simples, mas com tudo o que precisávamos (@dolde_smidse_giethoorn), com anfitrião simpático, estacionamento grátis, café da manhã e 10 minutos a pé do centro. Reservamos pela Booking, pontuando milhas na Latam.
Kinderdijk

Parece cenário de filme, mas é pura sobrevivência: 19 moinhos do século XVIII que tiravam a água dos pântanos para deixar a terra seca e segura para morar e plantar. É Patrimônio Mundial da UNESCO. As pás giram uma rosca dentro do moinho, que empurra a água das áreas baixas para os canais, e os diques seguram o resto. Funcionaram assim até os anos 1950, quando vieram as bombas modernas, mas ainda ficam de prontidão para emergências.
- Grátis: caminhar ou pedalar pelo parque e ver os moinhos por fora
- Pago: o ingresso inclui os museus dos moinhos, um filme sobre a região e o passeio de barco pelos canais. Compra na entrada ou no site oficial.
- Horário: costuma abrir das 9h às 17h30 na primavera e no verão, e das 11h às 16h no inverno
- Como chegar: o mais prático é ir até Roterdã e pegar o ônibus aquático (Waterbus), de maio a setembro
Preços, horários e datas são de maio de 2026, quando fizemos a viagem. Confirme nos canais oficiais antes de ir. Vídeos e fotos no Instagram: post 1, post 2, post 3.